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Fim da fila: 30 anos da festa  escrito em sexta 12 outubro 2007 00:00

Foram necessários 22 anos, 8 meses e 7 dias para que a bola, relutante, beijasse caprichosamente os pés de Basílio. Aos 38 minutos do segundo tempo, na noite de 13 de outubro de 1977, os mais de 86 mil fiéis fizeram tremer o Morumbi ao ver cair por terra o jejum de títulos com a conquista do Campeonato Paulista de 1977. O 1 a 0 em cima da Ponte Preta, que valeu como goleada e entrou para a história do clube.Resultado sofrido, como corintiano gosta. Antes de invadir a rede, um bate-e-rebate na pequena área fez com que os torcedores segurassem a respiração por alguns bons segundos antes de soltar a voz. Basílio, o domador da bola, lembra que os jogadores estavam tranqüilos, mas os torcedores: - Tínhamos um time experiente. Mas acabou o segundo jogo, perdemos o jogo e fomos embora de kombi. Os caras (torcedores) batiam nos vidros, no carro, quase viraram. Eram 22 anos. Mas lá dentro estávamos tranqüilos. Sabíamos que tinha outro jogo - conta o ex-atleta.Os placares de 1 a 0 para o Corinthians e 2 a 1 para a Ponte Preta nas duas primeiras partidas forçaram a realização de um terceiro jogo. Era preciso apenas um empate para sagrar-se campeão (com prorrogação), mas o Corinthians entrou em campo disposto a buscar mais para sua torcida.A equipe lutou agressivo os 45 primeiros minutos de jogo. Agora era mais time. E a Ponte Preta não se mostrava equilibrada como nas duas primeiras partidas das finais. Indicador disso foram as reclamações de Ruy Rei que levaram à expulsão do pontepretano, ainda aos 15 minutos da primeira etapa. Naquele Paulistão, o Corinthians jogou 48 vezes, com 30 vitórias, seis empates e 12 derrotas. Fez 72 gols e sofreu 38. O artilheiro foi Geraldão, com 23 tentos.O último grito de campeão tinha acontecido em 1954, na conquista do Paulistão daquele ano, o título do Quarto-Centenário (da fundação da cidade de São Paulo). Desde então, uma nova geração atravessou o faz-me-rir, a passagem de Rivellino, a invasão no Maracanã, deboches e gozações dos adversários na espera de um título. Até o 13 de outubro.Tobias. Zé Maria. Moisés Ademir e Wladimir. Ruço e Luciano. Vaguinho. Geraldão. Basilio e Romeu. Há 30 anos, eles entraram para a história.

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